
A base das paredes do farol da Nazaré, vulgo, Forte de S. Miguel Arcanjo, ficou mais rica o fim-de-semana passado: Caíram mais umas quantas unidades daquelas “rochas eternas”, enriquecendo o chão, empobrecendo a estrutura do dito “edifício secular que, nós, muito amamos”, e que, outros, ousam ignorar como se aquilo fosse um monte de pedregulhos que nada, nem para nada servem. Mas servem. Servem, mesmo em mau estado e “dignidade” degradante, para esconder as redes e outros materiais apreendidos pela polícia marítima que deveriam estar a ser guardadas no edifício para tal destinado no Porto de Abrigo da Nazaré, agora a servir de garagem particular aos senhores agentes de autoridade marítima. Há coisas que custam a crer e nem se sabe muito bem porque acontecem, mas que acontecem, acontecem… mesmo que sejam umas grandes anedotas. É provável que as pedras da parede que ali caíram há uns dias, desapareçam dentro de outros tantos dias: Às vezes é preciso esconder, com a peneira, algumas realidades!